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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Resenha: O idiota 


Fiódor Dostoiévski


                                                                                                                                                             Intenso!
Que história impressionante! Peguei este livro, pois já havia lido Crime e castigo e gostei muito, mais foi despretensiosamente, queria ver se conseguiria ver na obra do autor tudo aquilo que vi em Crime e castigo. E só o que posso dizer é que esta obra "O Idiota" é infinitamente melhor do que eu poderia imaginar.                                                        
A beleza dramática do texto é absurda. As situações vividas pelas personagens são muito vivas, envolvem sempre muita paixão. Este livro conseguiu, ao longo de suas diferentes passagens, despertar em mim os mais diversos sentimentos, como intensa alegria (eu ri muito ao ler as trapalhadas do maravilhoso príncipe!), ansiedade para que tudo desse certo nas idas e vindas amorosas do protagonista, terror diante das situações mais nefastas, e um profundo sentimento de tristeza pelas personagens em alguns momentos...O livro é intenso, muito intenso.                                                           
Terminei de ler ontem a noite e até agora não consigo parar de pensar no final. As passagens eufóricas e alegres fazem um contraste absurdo com esses trechos lúgubres. Fiquei realmente pasma, definitivamente eu não estava preparada para um final desses!!                                                                                                                                                  É realmente difícil resenhar esse livro, pois assim como ele causou em mim uma avalanche de sentimentos durante a leitura, ao relembrar das passagens esses sentimentos retornam e se embaralham na mente.
A dica que eu posso dar é: leiam o livro!! Vale MUITO a pena! Até agora estou muito impressionada com a história. Uma das melhores leituras que já fiz. Leiam, leiam!! 

Sinopse:

O Príncipe Liév Nicolaievitch Michkin (o idiota) é o protagonista desta história.
Epilético, ele é vítima da incompreensão da doença por parte da sociedade em que se insere. Após fazer um tratamento na Suíça, regressa à Rússia, onde vive toda uma trama de paixão e ódios.
Como é peculiar nos grandes romances de Dostoiévski, aqui se encontram retratados os traços essenciais da sociedade russa do século XIX, com todas as suas contradições e conflitos.
Mais uma vez, realça-se a extrema complexidade psicológica das personagens, como se o seu mundo interior fosse maior que tudo o que constitui o mundo. O Homem é, para Dostoiévski, um emaranhado complexo de sentimentos e pensamentos, de tal forma que o encontro com a identidade é uma quimera para a generalidade dos mortais.


Esta é a minha edição

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